Dia dos Namorados: A Campanha Publicitária do Amor
- Henrique Saraceni
- 12 de jun.
- 2 min de leitura
Você sabia que o Dia dos Namorados, no Brasil, foi criado por um publicitário?
Sim. João Doria. O pai do ex-governador de São Paulo.
Em 1949, ele foi contratado por uma loja chamada Clipper para movimentar as vendas de junho, um mês considerado fraco pro comércio.
A sacada?
Criar uma data pra celebrar o amor.
O slogan dizia:
“Não é só com beijos que se prova o amor.”
E, olha… deu certo.

Tão certo que, até hoje, seguimos repetindo o ritual: flores, jantares, reservas em restaurantes, posts com legenda romântica, presentes...
Mas o que será que mudou desde 1949 no universo dos relacionamentos?
Hoje, os termos mudaram.
E muito.
Confesso que às vezes fico até confuso...
Paquera, match, crush, conversantes, ficantes, namorados, namoridos, noivos, enrolados, casados, divorciados, amigos com benefícios, relações abertas, quase relação.
Inventamos várias categorias pra tentar definir algo que, no fundo, ainda significa: o amor.
Talvez os gregos antigos já tivessem entendido isso.
Eles tinham várias palavras pra amor... porque sabiam que um sentimento tão complexo não cabe numa definição só.
Eros é a paixão que queima.
Philia é a amizade que sustenta.
Storgē é o carinho que cresce no cotidiano.
Agápē é a entrega sem condição.
Ludus é o flerte, o jogo leve.
Pragma é o amor maduro que resiste ao tempo.
Philautia é o amor-próprio, aquele que define a qualidade do amor que conseguimos oferecer.
E entre todos esses, para mim a paixão é o amor mais louco de todos.
Você sabia que em inglês, "apaixonar-se" se diz “fall in love”?
Traduzindo ao pé da letra: "cair no amor".
Foneticamente, se brincar: 👆"Pai"-"Chão"👇.
Da idealização do mais alto amor, à dura realidade que nos sustenta.
Que bom que existe um dia para celebrar o amor e graças a publicidade, hoje não se prova mais com beijinho... mas gastando dinheirinho.


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