
Quem te faz de palhaço engasga com a própria risada
- Henrique Saraceni
- 22 de ago.
- 1 min de leitura
Vivemos cercados de malandros. Gente que acredita que a vida é um jogo de esperteza, que o atalho é mais nobre que o esforço, e que enganar o próximo é sinal de inteligência. São os caloteiros, os espertinhos, os “superiores” que só existem enquanto conseguem se sustentar em cima da ingenuidade dos outros.
No fundo, esses personagens não passam de covardes mascarados. Fingem grandeza, mas sobrevivem do pequeno golpe, da promessa não cumprida, da palavra quebrada. E quando te fazem de palhaço, acreditam que a risada é deles.
Mas aqui vai a parte que eles não entendem: ser feito de palhaço uma vez não me diminui. Pelo contrário, apenas expõe quem o outro realmente é. Porque o tempo é o grande palco da vida, e nele todo personagem falso acaba tropeçando na própria farsa.
O problema não é ser enganado uma vez, o problema é aceitar o papel de figurante nesse circo decadente. Eu já não atuo de graça. E quem insiste em rir às minhas custas, cedo ou tarde, vai engasgar com a própria risada.



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